A Cor das partículas

25/09/2010 § 3 comentários

Cor é uma definição um tanto quanto confusa e mal-compreendida pelas pessoas. Para entender o real conceito, deve-se saber uma coisa básica: tudo o que vemos depende da luz que chega ao nosso olho. Ou seja, olhar um objeto é receber a luz que refletiu nele e chegou ao seu olho. Assim, as características do que estamos observando dependem das da luz que foi recebida.

Acontece que luz, onda eletromagnética, ocorre em diversos comprimentos de onda, formando o espectro eletromagnético:

O interessante é que tudo que está listado na figura é luz. Parece estranho, mas ondas de rádio e raios-X são onda eletromagnética, assim como o que chamamos de luz visível. A única diferença é o comprimento de onda! Mas os três são basicamente a mesma entidade.

O que faz, então, vermos azul ou vermelho? Acontece que os materiais absorvem e refletem comprimentos de onda característicos. Por exemplo, o ouro reflete bastante luz na faixa de comprimento de onda do amarelo e absorve outras cores, por isso o vemos amarelo. Uma folha de papel reflete bem todos os comprimentos de onda da luz visível e a vemos branca (branco é a mistura de todas as cores). Entretanto, se a luz de iluminação for vermelha (só emite luz nesse comprimento de onda), o papel ficará vermelho, porque é a única luz que foi refletida.

Legal, né? Mas e uma partícula (elétron, próton, etc), teria cor? A resposta é não! Uma partícula livre ao receber luz (fótons), no chamado Efeito Compton, não “reflete” de uma maneira característica (depende da luz inicial e da maneira que foi o encontro ou colisão do fóton com a partícula). Mas nós físicos quebramos essa regra! Quando desenhamos tais partículas, cada um de nós cria um esquema de cores. E mais, isso é fruto de muitas brigas incessantes, a fim de decidir qual modelo é o melhor.

Para mim, é o seguinte:

As cores das partículas são alvo da discussão inútil mais freqüente dos últimos tempos… Nos ajude a resolver esse problema e também proponha seu esquema de cores!

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A beleza é quantizada

12/09/2010 § 2 comentários

[Esse post é o resultado de um dos diversos questionamentos interessantes (aham, Cláudia, senta lá) que nós cientistas temos diariamente. Nem sempre quando resolvemos aplicar certos conceitos da Física no mundo cotidiano, o resultado é algo útil. Na realidade, a maioria das vezes sai algo completamente bizarro e, assim, surgem as nossas discussões inúteis.]

A quantização (que inspirou o nome desse blog) é um conceito importante e até mesmo fundamental para muitas teorias físicas. O conceito mais básico ao qual ela se aplica é a matéria: pode-se dizer que ela é quantizada, no sentido de que é formada por um número inteiro de partículas elementares. Ou seja, não pode-se obter uma amostra de matéria com dois prótons e meio ou um terço de elétron. Outra idéia fundamental para o qual ela é importante é a carga elétrica: toda carga elétrica deve ser múltipla de uma carga fundamental, que é a carga do elétron.

Com o surgimento Mecânica Quântica, no início do século XX, o conceito de quantização ganhou ainda mais importância. Nessa teoria, muitas outras grandezas também são quantizadas, como energia de um átomo.

Com base nisso tudo e a partir de uma imaginação muito fértil das pessoas ao meu redor, surgiu a Teoria da Quantização da Beleza. Ela diz o seguinte: a beleza é quantizada e existe um nível fundamental, de modo que toda beleza medida seja um múltiplo desse. Como devemos aplicar, então, essa teoria (que, de certa forma, muda nossa visão do mundo desde então)? É assim:

  • Primeiro, junte-se a seus colegas e decida qual é a mulher mais feia que vocês conhecem. Para a unidade ser bem utilizável, ela deve se parecer com um capeta menstruado para os números utilizados na medição serem grandes, facilitando as comparações. Algo assim está bom:

Normalmente, batiza-se a unidade como U.[ ]., onde no espaço [ ] entra a inicial do nome da infeliz e essa abreviação significa unidades [nome]. Por exemplo, se o nome dela for Andréia, teremos a unidade U.A., que significa unidades Andréia.

  • Depois, vocês devem estabelecer outra mulher conhecida, mas dessa vez uma extremamente bonita, que vai ser o nível 100 unidades da escala criada. Voltando ao exemplo, se a gostosa chamar-se Cíntia, teremos 1 U.C. (unidade Cíntia) = 100 U.A.
  • Agora, basta divertir-se dando valores da sua novíssima escala de beleza a qualquer ser feminino que cruzar o caminho de vocês (o máximo não é 100 unidades).

IMPORTANTE: Se por acaso surgir alguma outra conhecida mais feia que o nível fundamental, a escala deve ser imediatamente mudada!

Isso porque eu nem falei ainda que a beleza também depende do referencial que a mede, ou seja, está inserida na Teoria da Relatividade…

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