Rock com Ciência

24/09/2010 § Deixe um comentário

Nesse último dia 4, entrou no ar o primeiro Rock com Ciência, um programa de rádio que junta duas das coisas mais magníficas da Terra, na rádio Máximus FM 101,5 MHz de Rio Parnaíba. Ele é transmitido todos os sábados às 17h30 por dois estudantes da UFV (Universidade Federal de Viçosa), André Paiva e Pierre Penteado, e um professor da mesma instituição, Rubens Pazza.

Até agora foram três edições (amanhã tem outra!) muito informativas que, por serem fruto de uma atividade de extensão universitária, são bem acessíveis ao público leigo. E, além de tudo, as músicas são de um bom gosto que só poderiam ter sido escolhidas por cientistas mesmo! Para saber mais, acesse http://biociencia.org/rockcomciencia/ e escute tudo que já foi gravado até hoje.

Ao invés de ficar ouvindo Lady Gaga, você pode guardar uns 20 minutos do seu dia pra aprender de um jeito legal, não é?

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Bolha de Gelo Seco

24/09/2010 § 2 comentários

Gelo seco com sabão é pura diversão!

Gravidade

23/09/2010 § Deixe um comentário

Pseudopatas: Adauto Lourenço e a arrogância criacionista

23/09/2010 § Deixe um comentário

[Atenção! Esse post é sobre religião. Se você é facilmente ofendido, não leia!]

Dando continuidade à seção dos Pseudopatas, vou citar um senhor conhecido meu, chamado Adauto Lourenço. Ele tem uma das tarefas mais complicadas dentro das práticas religiosas: se infiltrar nas universidades com idéias criacionistas. E ele é muito bom nisso, tanto que conseguiu uma palestra no segundo semestre de 2008 (quando eu ainda era calouro) no meu instituto, o IFSC (Instituto de Física de São Carlos) da USP. Numa atitude um tanto quanto covarde, foram espalhados cartazes anunciando o tema “O princípio do universo”, dizendo se tratar de uma palestra puramente cosmológica. Faltando poucos dias para o evento, os cartazes foram trocados, trazendo o verdadeiro tema da palestra, o Criacionismo.

Com toda sua moral de físico formado no exterior (que ele fazia questão de mencionar) numa universidade puramente cristã chamada Bob Jones University (que, ao contrário, nunca era mencionada), ele utilizava seus dotes de convencimento para dar alguma validade às suas teorias. Posso dizer que não teve tanto sucesso, mas mostrou o quão vulnerável o ambiente acadêmico é (a palestra foi organizada por um grupo de estudantes da ABU, Aliança Bíblica Universitária).

Ele tem inúmeros vídeos no YouTube, mas eu escolhi um que achei interessante:

Dentre as idéias citadas no vídeo, se encontram:

  • O design inteligente é provado pela evidência da presença de inteligência no mundo, ou seja, um ser que raciocina (ser humano) só pode ter sido criado por um ser supremo.
  • O Criacionismo é uma proposta científica, dado que apresenta tantas evidências quanto o Evolucionismo.
  • A existência de um criador é consequência da lógica e da analogia. Segundo ele, se um relógio não pode ter surgido espontaneamente (foi criado), o universo também deve ter sido.
  • O código genético, por ser extremamente complexo, é evidência clara da criação e não pode ter sido resultado de um ato de aletoriedade.
  • “Deus deixou provas claras para aqueles que o procuram e obscuras para aqueles que o rejeitam.”

Primeiro de tudo, o raciocínio do ser humano não passa de um artifício de sobrevivência. Muitos animais apresentam indícios de pensamento racional, entretanto, o nosso é o mais complexo de todos. Mas isso não é motivo para sermos prepotentes a ponto de achar que o universo todo foi criado somente por nossa causa! Pode haver em alguma parte do universo uma espécie de vida com um raciocínio extremamente superior ao nosso ou, mesmo aqui na Terra, a evolução nos guiar ao surgimento de algo assim daqui há bilhões de anos. Não passamos de macacos que começaram a pensar e, por isso, trouxemos nossa arrogância extrema ao mundo: não somos mais especiais do que nenhuma espécie!

Segundo, o Criacionismo não é, e nunca será, científico, pois ele privilegia uma direção de pensamento. Ou você acha que, se numa universidade católica for descoberto um fóssil de 200 milhões, eles irão divulgar a novidade? A Ciência deve ser imparcial e não partir de um resultado preferencial, como é feita essa Ciência cristã.

Terceiro: quando algo é “lógico” e suportado pela analogia, não necessariamente é uma verdade. Por exemplo, parece lógico a nós que uma bola não possa atravessar uma parede. No mundo microscópico, o análogo seria um elétron tentando atravessar uma barreira de potencial. Por analogia, seria impossível. Entretanto, esse é um efeito que foi formulado teoricamente e observado em experimentos (efeito de tunelamento): o elétron pode atravessar a barreira! Assim, só porque a criação nos é comum em situações do dia-a-dia, não significa que tudo deve ter sido criado.

Os cientistas não são se convencem com os argumentos criacionistas. As justificativas são falhas e subjetivas: isso não é Ciência. Não é por uma simples briga, mas pelo simples fato de estarmos preocupados com a verdade, seja ela qual for.

Para ver o Pseudopata anterior:
https://quantasneira.wordpress.com/2010/09/05/pseudopatas-laercio-fonseca-fisica-quantica-e-espiritismo/

Teste sua atenção

22/09/2010 § 1 Comentário

Conte quantos passes o time de branco faz.

E aí? Como anda sua atenção?

Curvando a luz! (Parte 1)

22/09/2010 § 30 comentários

Quando se estuda Ótica Geométrica, o primeiro postulado (que significa um fato tomado como verdade sempre, movido por observações e evidências) é:

A luz se move em linha reta.

No nosso dia-a-dia, isso é uma verdade absoluta. Se não fosse assim, poderíamos ver coisas meio bizarras, como por exemplo objetos através de obstáculos, como na figura.Outra coisa que mostra esse princípio da luz é que podemos ver a trajetória dela quando iluminamos por um orifício uma sala escura.

Acontece que, em 1915, um safadinho chamado Albert Einstein publicou num trabalho a Teoria da Relatividade Geral, que complementava a sua Teoria da Relatividade Restrita (publicada dez anos antes), que dizia que seria possível a gravidade (isso mesmo, a gravidade!) curvar a luz quando ela passar perto de alguma estrela muito massiva, ou seja, com um campo gravitacional intenso. Alguns leigos tentam explicar isso como se a luz tivesse uma massa (assim como nós) e, portanto, deveria ser atraída pela gravidade. Mas isso está errado!

A Teoria de Einstein diz que a gravidade curva o espaço-tempo, uma estrutura na qual se encontram o conceito de distância e passagem de tempo. Então, o campo gravitacional muda a própria percepção de espaço e tempo. Ou seja, a luz continua seguindo a estrutura do espaço-tempo, que é curva próxima a uma estrela. Quando algo vai “reto” numa estrutura curva, é visto fazendo uma curva também. E é por isso que se diz que a luz faz curva.

Sabendo tudo isso, como explicamos o vídeo a seguir?

Por acaso, há alguma estrela massiva debaixo da garrafinha de água? Ou o cara é gordo pra caramba mesmo e está distorcendo o espaço tempo? A resposta virá na parte 2.

Sexo versus Física

21/09/2010 § Deixe um comentário